sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mais uma lembrança de ÚLTIMA HORA























Que bom que tem gente como a Giselda!
Que ótimo que a idéia de resgate e preservação
da memória de Palma tem, ultimamente,
conquistado tanta gente.
Ontem, recebi das mãos da Zelda, uma jóia que a gente nem se lembrava mais que existiu
ou que ainda existia:
UM CHAVEIRO da Escola de Samba Unidos de Última Hora.
De 1977.
Para lembrar, tá aí a foto do chaveiro.
O original está nO Califa.
Presente da Zelda para quem gosta de Palma e para quem curtiu
os melhores carnavais da cidade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

ENCHENTE EM PALMA II - O RETORNO

















A mesma praça,
o mesmo banco,
as mesmas flores
o mesmo jardim...
...........................
Todo dia ela faz tudo sempre igual,
me sacode as seis horas da manhã...
....................................................
A PRAÇA e COTIDIANO têm pelo menos a beleza dos versos,
a melodia que faz bem aos ouvidos...
.............................................................................
Mas, acordar às três da manhã com os gritos na rua
avisando que a água está subindo não é tão agradável... não é
nada agradável. E, quando a gente abre a porta, pensa: acho que já vi esta cena.
Nem é preciso sair por aí fotografando. Posso usar as fotos antigas.
Mas não o faço.Saio pra me certificar.
A cena é a mesma, as ruas são as mesmas, os comerciantes são os mesmos
a correr e colocar mercadorias sobre cavaletes,
o olhar de pavor dos moradores também é o mesmo,
o pobre Ribeirão Capivara é o mesmo.
........................................................
O Ribeirão está limpo, mas... não tem mais o mesmo espaço
para que suas águas corram tranquilas.
E a gente ainda ouve nas esquinas um dizendo qua vai fazer um aterro,
outro que tem uma obra pra realizar,
mais um contando sobre a construção que vai
começar...
Resta ao Poder Público a obrigação de fazer
com que se cumpram as leis municipais, estaduais e federais.
Existem códigos de obras e de posturas municipais.Existem Leis Ambientais.
É só cumprir.
E deixar que a só a melodia suave entre em nossos ouvidos...
" tudo é igual,
mas estou triste
porque não tenho
você perto de mim..."

domingo, 28 de março de 2010

PARA ONDE FOI O LEÃO DA ESQUINA?



Eu me lembro do Seu Osvaldo e da Dona Aurora. Dos filhos , também.
Mas na minha lembrança,a presença do Leão que ornava a fachada do prédio da esquina é muito forte. A lâmpada que era acesa todas as noites. Aquela figura forte. Aquele rei que reinava em toda a Rua do Cinema. Era atração pra criançada.
No prédio do leão já teve venda, bar, mercadinho, picolé,bar do Seu Antonio Florindo com as famosas e saudosas "brincadeiras" de domingo, quando a sala da casa dele se enchia de jovens dançando ao som de Roberto Carlos, Renato e seus Blue Caps, Agnaldo Timóteo, The Beatles e uma quantidade imensa e variada de cantores e cantoras de todos os estilos.

E o leão lá em cima, reinando absoluto.

Um dia, demoliram o casarão da esquina.
O leão chegou até a ser destaque num desfile da Escola de Samba Unidos de Última Hora. Depois, dormia aqui, dormia ali e o reinado chegou ao fim. Mas as lembranças continuam vivas.
Aí, eu pergunto: pra onde foi o leão?
Alguém tem notícia dele?
Pra selva, tenho certeza que ele não foi, pois leão de cimento não reina por lá.
E ele continua reinando em muitas lembranças de muitos palmenses.
Se você o viu por aí, me diga.
Se você tem uma foto onde ele aparece, mostre pra nós.
Porque se nossa memória enfraquecer, o leão some.
E eu não gostaria que isso acontecesse.

Anacleta e Antoninho.

Corre o ano de 1964.

O rádio da Casa Azul constantemente ligado transmite as notícias. E a gente morre de medo. Afinal,
" comunista come criancinha" (não era assim que se dizia?) As notícias das tropas que vão sair de Juiz de Fora enchem-nos de pavor. Afinal, é muito perto de Palma.
Mas, no Grupo Escolar Artur Bernardes é como se a revolução não existisse. Na rua de saída para Miracema as obras das Escolas Reunidas Alzira Carvalho Santos estão quase concluídas. Breve a cidade será dividida em duas. Da pedreira pra cima, as crianças terão que estudar " no Alzira " Da pedreira pra baixo ,continuam no Artur Bernardes. Alguns vêem nessa divisão algo mais do que isso: as crianças, filhos e filhas de udenistas , irão para o Alzira. Os " filhos do PSD" irão para o Artur Bernardes. Nós, crianças não estamos nem aí!!!
Na sala da professora Dona Odair, os alunos se preparam para mais um clube de leitura.
As crianças bem ensaiadas se concentram para a apresentação. Anacleta está nervosa. Afinal será a maior atração do dia. Ela ensaiou exaustivamente uma música. E espera ansiosa pela apresentação. Pela exibição. Pela beleza que promete ser sua cantoria.
Dona Odair anuncia. Anacleta se dirige para a frente da sala. Num canto, Felix aguarda, também, sua vez. Um pouco mais tarde, Seu Oliveiros deve ter morrido de vergonha ao ouvir , lá do Posto de Saúde, os trinados do Felix cantando a música da Iracema. Mas isso é história para um outro dia. Hoje eu quero me lembrar da Anacleta.
Muito magrinha, Anacleta vai para a frente da sala. Faz a pose inicial. E começa a cantar e gesticular uma musiquinha triste e engraçada ao mesmo tempo. Vamos á letra da bela composição. Não vale rir.

- Antoninho , tu vais a aula,
pois precisa aprender.
- Mamãe eu não vou à aula
porque sei que vou morrer,
mamãe eu não vou à aula
porque sei que vou morrer.

Antoninho saiu chorando,
chorando pelo caminho,
quando subiu a escada
já estava soluçando.
quando subiu a escada
já estava soluçando.

Veio um mestre lá de dentro
segurou-o com uma das mãos
tirou um punhal do bolso
e enfiou num coração
tirou um punhal do bolso
e enfiou num coração.
(é isso mesmo:"Num coração")

Fecha a porta, fecha a janela
quero tudo na escuridão
quero dar-te um beijinho
antes de fechar o caixão,
querodar-te um beijinho
antes de fechar o caixão.

Abre a porta, abre a janela
quero tudo na claridade,
Adeus, meu Antoninho
que já vai pra eternidade.
Adeus, meu Antoninho
que já vai pra eternidade.

Nessa hora, Anacleta sacode os braços, dando adeus. A platéia se emociona. Ela agradece os aplausos. É a consagração..
............................................................................
2010. Mês de março. Anacleta de volta em Palma. Eu a encontro. E pergunto se ela se lembra. Ela, de imediato, cantarola alguns versinhos. Na minha mémória e na do Felix, eles estão inteiros. Ligo para ele. Nós três, Anacleta, Felix e eu, por uns momentos, nos reportamos àquele ano de 1964. E a felicidade da infancia é revivida.
Agradeço a Deus e à nossa memória.

domingo, 14 de março de 2010

ATENDENDO A PEDIDO


























Na foto, equipe de atletas da
Escola Técnica de Comércio
Nossa Senhora Aparecida, em Palma,
na década de 1960.
Ulisses, Carlinhos, Raymundo,
Zequinha, Ivan e Heitor.


N'O Califa , nossas lembranças são alguma coisa a mais do que simplesmente
um retrato na parede.
Um comentário, uma nova história a respeito de uma fotografia,
uma lágrima que cai, um sorriso, uma sonora gargalhada.
As fotografias são mais do que a história de uma vida, de uma época... são, todas elas,
que formam a história de toda uma comunidade, de toda uma cidade, de muitas vidas.
Eu fico muito feliz quando as fotos que tenho recebido e exposto despertam emoções.
Poucos dias atrás recebi a visita de uma pessoa que não via desde criança. Eu a reconheci.
E passou um filme em meus pensamentos.
Rute, filha de Seu Barbosa,
Agente da Estrada de Ferro Leopoldina.
Seu Barbosa, para nós, crianças, era " a autoridade".
Era ele quem fazia o trem chegar,.O trem só partia se ele deixasse. A gente só viajava
se ele nos desse um bilhete que, depois, um homem bravo vinha pedir e
furar com uma maquininha "milagrosa". Seu Barbosa também era bravo. Aquela figura miúda
(era assim que nós o víamos) não nos deixava subir no trem para pular " lá na frente". E era tão bom quando conseguíamos enganá-lo.

A Rute apareceu n"O Califa só pra ver fotos.
Aí eu vejo como é bom e gratificante esse trabalho que venho fazendo de recolher memórias, de conseguir fazer reviver histórias.

Ontem recebi um pedido de Rutinha. Ela queria uma foto que tem o irmão dela, Ivan.
Que bom poder atender.
Assim, a família dela , hoje, ao ver a foto,
com certeza vai conversar, vai rir, vai contar histórias, vai viver.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

CADÊ O FIRMO DE ARAÚJO?????



- Cruzes! Aquela foto tem uma energia negativa muito grande...
- Deus me livre! Ele foi um homem muito ruim. Não merece ter uma foto pendurada aqui, não.
- O que foi que ele fez por Palma? A gente só sabe que ele fez “ ruindade”!
- Deixa a foto lá onde puseram ela... bem escondidinha atrás do armário.

É assim que pensa muita gente. É assim que nossa memória vai pelo ralo. É assim que nossa história desaparece e não deixa vestígios.
Os registros deixam de ser feitos, os fatos são apagados, os traços de nossa cultura são ignorados e os personagens de nossa história caem no esquecimento.
Não importa se o personagem de que lhes falo foi um homem bom ou um ser do mal. Se ele é parte da vida do nosso município, merece ser lembrado por todos e em todos os tempos. Se foi ruim, que seja um exemplo a não ser seguido. Se foi bom, que sirva de modelo.
Para alguns, ele foi o símbolo do mal, um homem perverso. Para outros, um grande político, uma figura de muita importância e influência em toda a nossa região. De um jeito ou de outro, que seja lembrado.
Por isso, eu pergunto: onde está a foto de FIRMO DE ARAÚJO, que até pouco tempo atrás fazia parte da galeria de fotos na entrada do prédio da Prefeitura Municipal de Palma?
Neste ano de 2010 comemora-se o seu centenário (da foto). Quer queiram, quer não, FIRMO DE ARAÚJO é uma figura importantíssima na história de Palma. E como tal merece ser lembrado.

Vale a pena lembrar que o edifício da Prefeitura completou 100 anos em 2005 e nada foi feito para comemorar a data.
A data não volta mais.

...agora é a foto de Firmo de Araújo.



Já conversei sobre o assunto em uma das secretarias municipais e com alguns vereadores e, certamente, alguma coisa será feita. A história de Palma agradece.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ALEGRIA DE VIVER N'O CALIFA E MUITO MAIS

GRUPO ALEGRIA DE VIVER




CELESTINO, PAULO AFONSO E FAMÍLIAS

LUIZINHO, JULIANA E TERTIUS


MÁRCIO E FAMÍLIA



YURI



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL N'O CALIFA


Seis dias de folia.

Seis dias de boas companhias n"O Califa.

A todos os que nos prestigiaram

com suas presenças, nosso

abraço e nosso agradecimento.









































































































TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL. ESTÁ CHEGANDO A HORA....

Está chegando a hora...
Nem Dalila,nem Rebolation, nem axé, nem sertanejo,
nem pagode, nem funk... Nem Máscara Negra,
Bandeira Branca, As Pastorinhas...
Nenhum ritmo conseguiu
diminuir a energia dos foliões e folionas que
lotaram os espaços das ruas João Pinheiro,Heitor Barbosa
e Calçadão próximos ao palco onde se
apresentaram uma banda que tocou
marchinhas dos antigos carnavais e a Top Hits,
com seu animado e variado repertório.
O povo cantou e dançou a noite inteira.
Parecia que a terça-feira nunca iria terminar.
Mas a quarta-feira chegou...
A animação continuou pela madrugada...
E de manhã,
ainda se via gente pelas ruas.
Bandeira Branca, amor, não posso mais...
Valeu...