sábado, 27 de novembro de 2010

NORMA CHICRE


Norma Chicre, uma das mais elegantes de Palma.
Juntamente com Aparecida de Oliveira, Geralcina, Jorgette,
Lauricy, Maria Garcia, Stella Alvim, lá estava Norma no
palco da Sociedade Musical Santa Cecília, recebendo o título de
uma das mais elegantes.
Norma Chicre. Norminha Chicre. Norma do Pedro Chicre.
Norma da Dona Nair. Norminha do Pedro Chicre.
Norma do Doutor Dalmo.
Ou, simplesmente, Norminha.
Norma foi atriz do TAP.
Norma foi bailarina e se apresentou junto com o também
bailarino, Guinga.
No palco, com ela, Hélcio e Maria Lira.
Norminha era "muito" naquela Palma que não existe mais,
a não ser no pensamento, nas lembranças
e nas fotos.
Nesse caso, como se dizia naquele tempo, nos retratos.
Norma foi princesa quando Lena Petrillo
foi Rainha do TAP.
Norma foi rainha.
Norminha, a rainha do Clube Atlético Palmense.
Norma foi Rainha das Rainhas.
Quer mais do que isso?
Norma foi Rainha do Algodão.
Norminha foi a Rainha que quis ser.
Norminha foi sempre a Rainha que mereceu ser.
Recebeu coroas e faixas.
(Eu lhe daria o título de Rainha da Alegria)
Norminha teve muitos súditos.
Norminha, a rainha de todas as rainhas.
Norminha foi rainha junto com a Rainha da Beleza.
Junto com Leda Brandão, Miss Distrito Federal 1958.
Norma era atriz do TAP.
Norminha era plural
porque Norminha era muitas.
E Norminha continua muitas.
A ela, minha homenagem e meu abraço.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CAPIVARA. VIDA E ...

Banheiro público, no Calçadão Dr. Marco Antonio de Freitas,
centro da cidade, construído sobre o Ribeirão Capivara,
onde antes havia uma ponte
Ribeirão Capivara, no centro da cidade.

Na foto acima, cano do banheiro público.
Uma ajuda da Prefeitura para que o Capivara
seja um pouco mais poluído, no centro da cidade.

AS FOTOS QUE ILUSTRAM ESTA POSTAGEM FORAM
FEITAS DA JANELA DA BARBEARIA DO ZÉ CARLOS,
NO CENTRO DA CIDADE.
O RESTANTE DO QUE DEVERIA SER TRATADO COMO
NOSSO "PATRIMÔNIO NATURAL"
NÃO É NADA MELHOR DO QUE ISSO.

EM ALGUNS PONTOS É MUITO PIOR.

Poucos dias atrás, enquanto Zé Carlos cortava meu cabelo e aparava minha barba, entrou um cidadão na barbearia. Olhou pela janela que dá pro Ribeirão Capivara, pegou uma linha com anzol e atirou na água. Alguns minutos depois, comemorou um pequeno lambari que fisgou. Pouco tempo depois, outro. Mais outro. Um bagre. Um “maria-chiquinha”. Daquela água turva saiu até uma tilápia de um bom tamanho. Rapidamente, uma garrafa PET estava cheia de peixes. Mais lambaris e bagres. A tilápia foi devolvida ao ribeirão porque não cabia na garrafa.

Quando Zé Carlos terminou o trabalho, fui dar uma olhadinha pela janela. Parece mentira que daquelas águas e daquele mal-cuidado ribeirão possa sair alguma vida. Mas, há vida. Mesmo com o descaso da população. Na maioria das vezes, a sujeira do nosso Capivara é conseqüência da “maldade” dos moradores de nossa cidade que têm suas casas construídas ao longo das margens do curso de água.

Embora a Prefeitura faça a coleta de lixo regularmente poucos moradores das ruas João Pinheiro e Heitor Barbosa, do lado do Ribeirão, colocam lixeiras ou sacos de lixo nas calçadas nos dias de coleta.

Construções irregulares, com os famosos “puxadinhos” sobre o ribeirão impedem que uma máquina possa fazer a limpeza necessária.

Mas, a culpa maior recai sobre a população que , mesmo sabendo do mal que provoca, continua jogando lixo no Ribeirão Capivara, um Patrimônio do Município de Palma , pois deve-se a ele uma das primeiras denominações da nossa cidade: ARRAIAL DA CAPIVARA. Depois, SÃO FRANCISCO DE ASSIS DA CAPIVARA.

Quando crianças, os meninos da minha geração tomavam banho em suas águas. Não havia clube na cidade e ninguém tinha piscina em casa. O Capivara era nossa “praia”. Suas águas ainda eram limpas. Hoje...

Da Pedra Branca, da Água Limpa, do Bom Retiro e de outras nascentes vêm as águas que formam o Capivara. E essas nascentes não estão distantes da cidade. Isso mostra que num percurso muito pequeno o povo acaba com o ribeirão. A menos de um quilômetro do perímetro urbano é coletada a água para o abastecimento da cidade. Mas o esgoto jogado nas águas e o descaso da população maltratam as nossas vidas e os peixes.

O sucesso da pescaria pela janela da barbearia do Zé Carlos demonstra que há vida, ainda, no “nosso rio”. Portanto, há tempo para sua recuperação.

E, só pra lembrar a quem possa interessar e a quem deva saber, o verão se anuncia. E O PERÍODO DE CHUVAS, TAMBÉM. Nossas lembranças da enchente passada ainda estão, também, muito vivas.

Recebi, hoje, dia 02 de dezembro, por e-mail, a seguinte mensagem, que transcrevo abaixo.


Caro Beto,

eu quis comentar diretamente no seu blog,sempre muito bom, mas com meus modestos conhecimentos de internet não consegui. Aquelas fotos sobre o Ribeirão Capivara me tocaram profundamente. Eu nasci aí em 1928 ( tô velhinho né ?). A cidade tinha, praticamente duas ruas principais na minha infância: a rua de cima em frente a Matriz (onde minha família morava) e a de baixo, ligadas pelas duas ladeiras: a principal e a do Tiradentes. As ruas transversais quase nao existiam. Eram caminhos que levavam às fazendas; à zona rural. O nosso Capivara que deu o nome antigo ao lugar ( Vila do Capivara), atravessava, ainda bem limpo, a parte central da cidade. Na saída da Vila, na direção de Miracema, perto do Sítio do Totá, onde havia um moinho de fubá, tinha um poço ( largo , com o remanso do ribeirão) e naquela margem , periodicamente , acampavam os ciganos. Eram latoeiros,vendiam ouro, bugigangas, cavalos ( às vezes cegos). A gente os observava (crianças ainda) com um certo medo daquela gente estranha. Naquele poço a garotada se banhava, pulando de mergulho das margens, principalmente na época de verão. Ah!, companheiro, que saudades da Palma da minha infância.
Abraço grande de seu fã. VHC.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

MAIS UMA FOTO DO Alzira.

Festa realizada na Escolas Reunidas Alzira Carvalho Santos,
na década de 1960, sob a direção de Dona Jorgette Ammar.
Na frente: Rosane Daer, Silvia Foureaux, Rosane de Paula e Bizé.
Atrás. Maria de Fátima de Paula
Com o rosto escondido: Zezé do Baião.( a dona da foto)
Na frente: Ione Lima e ...
Por favor, quem souber, identifique a
segunda garota da frente.

Obrigado.



domingo, 7 de novembro de 2010

SANDERCLEY, O ESFORÇADO.

Tarde de setembro.

No calendário já e primavera. Mas em Palma já é verão.

Um mormaço, um bafo de ar em vez de brisa. Já não bate sol na calçada da minha casa. Mas o suor escorre pelo rosto. O ar fica parado. As folhas das árvores estáticas. Um cachorro espreguiça em frente à porta do açougue. Do lado dele, um osso. Mas parece que o calor lhe tirou o ânimo. E o osso lá! É um “isso”, um “mas” aquilo. E a tarde cai.

A solução é colocar uma cadeira na calçada e torcer pra que o vento faça a curva e chegue em Palma. Pego duas das cadeiras da varanda e as levo pra fora, na esperança de que venha alguém, se sente e me conte algum “causo” interessante.

Passa um.

- Boa tarde, Beto.

- Boa tarde! Vamos chegar?

- Deixa pra outra hora. Tenho que chegar na venda do Seu Antonio antes que feche.

Passa outro.

- Tarde!!!!!!

- Boa tarde, Geraldinho! Tudo bom?

- Bem, obrigado.

- Té!

- Té!

Um. Outro. Uma. Outro. Duas. Três. Uma. Outro. E assim o tempo passa.

- Tarde, Beto!.

- Boa tarde, Seu Chico!

- Posso sentá um pouquim?

(ufa! Até que enfim) Penso.

- Claro, Seu Chico. Senta aí.

Conversa vai, conversa vem, seu Chico vai se empolgando e as histórias vão rolando. ATÉ QUE ELE SURGE COM ESSA PÉROLA:

- Pois num é, Beto, que que fui dá um passeio em Sao Roque e vortei de lá mais feliz da vida do que fui. Tudo por causo do Sandercley. Ô minino bão! Ô alegria dum um pai! O prazer duma família! Esforçado, trabaiadô, home macho pra encardi. Tinha muito tempo que eu num via ele. Aí falei pra Dagmá que eu ia lá em São Roque pra ver o Sandercley. Tava cuma saudade me apertando os peito. Fui até no Muriaé de carona cum Dotô Luiz Carlos. Ele me dexô na estação rodoviária e de lá eu peguei um ônibus pra Sâo Paulo. Depois, de lá, parti num coletivo pra São Roque. Em lá chegando, fiquei meio atordoado cum movimento. E pensei. Minino danado, o Sandercley! Ele tá conseguindo se virá numa cidade grande. São Roque é muito maior do que Palma!!! Ihh!! Muito maior. Acho que é até maior que miracema! Num deve nem ter medo dos carro que passa zunindo nos ouvido da gente. E os ônibus. Beto?! Eles passava assim apinhado de gente. Aík eu peguei um papelzim que ele tinha mandado com o endereço e perguntei prum soldado na esquina ondé que era, e ele me explicou direitim. Deu até pra ir a pé. Mas quando eu cheguei, levei um baita susto. O Sandercley era dono dum salão de barbeiro. Mas quando eu entrei fiquei abismado. Num era barbeiro, nada. Era salão de moça. E eu olhei pro Sandercley, notei as diferença, matutei um poquinho e falei:

- Sandercley, meu filho. Que que é isso nas suas unha? É tintura vermelha? É daqueles esmarte que as minina lá de Palma usa? E esse cabelo,Sandercley? Que que é isso, minino? Loro????????????? Lá em casa ocê era moreno!!! Tinha os cabelo pretim, tão retinto que Dagmá chamava ocê de Tisiu!!! E essas rôpa, Sandercley?!?!?!?!?!? Essas calça justinha parecendo aquelas moça que dança no programa do Silvio Santos!!!! Essas pulsera!!!! Tudo colorida!!!! Isso é coisa de muiézinha!!! E ocê lá em Palma era tão macho!!!! Que que é isso meu filho. E esses amigo seu!!!!!!!! Tem alguns até vestido de muié!!!! QUE TURMA É ESSA, MEU FILHO?

- Não é nada disso que o senhor tá pensando, não, pai. É que a gente vai sair no carnaval, num bloco bem animado, e todo mundo vai vestido de mulher. A gente só tá ensaiando.

- Aí eu falei. Ah! Então tá bão!!

Ta vendo , beto. Que meninu esforçado. Ta vendo como ele gosta de tudo muito bem feito!?!? Qué tudo muito arrumadim!!O carnaval é só em fevereiro do ano que vem e o Sandercley já tÁ ensaiando!!

- Então, tá!

E, ponto final.



(Qualquer semelhança com fatos e nomes reais é mera coincidência)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

REBELDES COM CAUSA


Houve um tempo em que Palma tinha mais vida. Um tempo, não. Vários "tempos".
Hoje tudo mudou. As "curtições" são outras.
Mas vale a pena qualquer época. Todas elas têm suas qualidades.
A vida segue seu rumo. e cada rumo tem seu ritmo.A juventude de Palma - décadas de70, 8o e 90 - continuava, como as gerações anteriores, sua rebeldia,seus questionamentos.
E essas fases foram muito bem retratadas pelo Orenil, que gentilmente
cedeu as fotos para este blog.
Que tenham ótimas lembranças, os fotografados.
Que conheçam uma feliz época, os de agora.




































SOU ETERNO


meu pai
OLIVEIROS FREITAS PINTO

e minha filha
LAILA
em 1979.

Descobri que sou perpétuo,

Descobri a eternidade,

Irei viver para sempre.

Acabou medo da morte

Terminou minha tristeza

Alegria agora é pra sempre.

Pensava que essa vida era tudo.

A gente nasce, cresce e

- como a gente estuda sobre as plantas e os outros seres vivos –

reproduz e morre.

Mentira!

Essa “ verdade” acabou.

Agora tudo tem vida, tem cor, tem alegria, tem felicidade.

Afinal, minha eternidade foi confirmada num simples exame de sangue:

MINHA FILHA VAI SER MÃE.

Agora é que eu não paro NUNCA!

Que venha e viva meu neto.

Que venha e viva minha neta.

Será ele (será ela) a minha vida perene.

E, como tenho mais três filhas,

MINHA ETERNIDADE SERÁ MUITO MAIS AMPLA E FELIZ.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

AGENOR E O TELÉGRAFO - mais um "causo" de Palma


- Esse aviso é para você, Agenor, e para os outros funcionários daqui da Estação. É terminantemente proibido a qualquer um de vocês mexer no aparelho de telégrafo. A desobediência a este aviso é motivo de demissão por justa causa.

Assim terminou a reunião do Seu Cardoso, agente da estação da Leopoldina Railway em Palma, naquela tarde de junho .

O funcionário do depósito de cargas da estação chegou a tremer de medo. Afinal , tinha seis filhos, mulher e sogra para sustentar . Agenor saiu de fininho e , preocupado, caminhou em direção aos cômodos onde morava com a família , no mesmo prédio da estação.O cheirinho da janta saía pelas janelas. A mulher, Maria, gritou os nomes dos filhos que, em fila, entraram em casa. Não sem antes lavar os pés e as mãos na torneira do tanque. Josefa, a filha mais velha estava ajudando a por a mesa.

Agenor contou pra mulher sobre a reunião e ela quis saber porque o aparelho de telégrafo era tão importante e causava tanto pavor. Agenor, então, contou:

- Toda vez que o trem sai de Recreio ou de Patrocínio do Muriaé, o telegrafista envia uma mensagem sobre o horário da saída pra que a gente possa preparar tudo e impedir que um trem use a linha no mesmo horário do outro. Os trens só podem se cruzar nas estações onde dá pra fazer o desvio. Se isso não acontecer, pode ter uma batida de trens e o resultado é que muita gente vai morrer. Imagina, Maria, se um de nós mexe e estraga o aparelho! Deus me livre e guarde!

- Tem razão , Agenor, mas vamos comer que a janta tá esfriando.

Agenor terminou a refeição e foi pra sua oficina e trabalhou até as seis da tarde pois tinha muita encomenda de gaiolas pra entregar na venda do Seu Elias no dia seguinte. E tinha que estar na plataforma na hora do noturno passar.

Quando Agenor chega na sala do Agente, Cardoso está com o rosto vermelho demais. Parece que está pegando fogo. Ele afrouxa o nó da gravata e tenta respirar melhor. Os olhos quase saltam das órbitas. O rosto cada vez mais afogueado. Cardoso leva a mão ao peito. Franze a testa. Dá um grito de dor. E apaga. O aparelho de telégrafo faz um barulho de mensagem chegando. Agenor apavorado olha o aparelho. Tenta socorrer Cardoso. Nada mais há a fazer. Agenor pensa em correr e chamar a mulher de Cardoso. Mas o telégrafo recebe uma mensagem. Agenor vai até a porta. Volta. Lê a mensagem. O trem acaba de sair de Patrocínio. A estação de Recreio precisa ser avisada. Cardoso continua no chão. Agenor tem pressa de chamar dona Tereza. Mas Recreio precisa do aviso. Ninguém para ajudar. E a demissão por justa causa? Agenor em dúvida. Cardoso no chão. O trem vem vindo. Outro trem vem em sentido contrário. E se baterem? E se for demitido? E se Dona Tereza não é avisada. Agenor para . O aparelho de telégrafo na sua frente. Atrás, o corpo inerte de Cardoso . E o trem vindo. E o choque pode acontecer. Vai morrer muita gente. Se mexer no telégrafo vai ser demitido. De repente, uma idéia brilhante. Agenor liga o aparelho e envia a seguinte mensagem:

ACABEI DE TER UM INFARTO E MORRI.

TREM SAIU DE PATROCINIO DEZENOVE E VINTE E CINCO.

ASS. CARDOSO.


Historinha que me foi contada pelo Julio Emílio.

Mas, quem conta um conto ....

eu fiz a minha parte (aumentei um ponto).

(... e qualquer semelhança com fatos e pessoas reais não é mera coincidência)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

tem DÓ - e tem muito mais.



DÓ COM AS FILHAS
DÓ E SEU MACAQUINHO DE ESTIMAÇÃO

Hoje eu lanço uma idéia , uma sugestão ao poder público municipal: vamos resgatar os nomes populares de nossos logradouros. Muitas ruas em Palma têm denominações que homenageiam personagens importantes da nossa história. Mas o povo tem suas denominações de coração. Não estou sugerindo mais trocas de nomes. Estou apenas dando a idéia de que, junto às placas com as denominações oficiais, sejam afixadas outras com os nomes pelos quais tais logradouros são conhecidos . São nomes pitorescos ou nomes que lembram antigos moradores daquelas ruas.

A rua Ricardo de Souza Barros é conhecida como Rua do Ouro, um trecho de subida da Rua Dr. Costa Reis é o Morro da Nicota, Morro do Binuca é o nome popular da Rua Flodimira Maia dos Santos Titoneli, a Travessa Floriano Peixoto é o Morro da Serraria, a Rua Adriano Raimundo é conhecida por dois nomes: o trecho que vai da Rua Dr. Costa Reis até a Rua Tiradentes é conhecida como Rua do Sapo e o trecho que vai da Costa Reis até a Rua Santo Antonio é o Morro dos Cabritos, Buraco da Raimunda é o nome pelo qual é conhecida a Travessa Nilo Pinto.

A Rua Floriano Peixoto é sempre citada como Rua do Dó. E quem foi o Dó? Um antigo morador , de nome Lucidoro Rodrigues Pereira, uma personagem importante na história de Palma .Ele era filho do Coronel Peregrino Rodrigues Pereira e de Dona Anna Peregrino Pereira, sobrinho do Coronel Firmo de Araújo, foi coletor de rendas no município, nomeado em 1913, morou num imóvel da rua Floriano Peixoto e ainda morava na mesma rua quando faleceu.

Foi feito um comentário, por Engeline, que pode ser lido logo abaixo, alertando para o fato de que o Dó não pode ser sobrinho do Cel. Firmo de Araújo, pois este era filho único. Tem razão. Mas a informação que publiquei foi passada pra mim por uma neta do Dó. Porém, vale a pena contar que quando o Coronel Firmo de Araujo foi assassinado. no dia 07 de julho de 1912, ele saiu de casa acompanhado pelo "fiel" Lucidoro , pelo Juiz de Direito da comarca de Palma, Dr. Joaquim Rodrigues Seixas e pelo Coronel Jeremias Pereira de Freitas. Havia uma "forte" ligação entre Lucidoro e o Coronel Firmo.

Há muitas histórias a seu respeito, como a de que andava sempre com um macaco nas mãos, tinha um cachorro que levava compras para a casa do dono quando o Dó mandava. Além disso, dizem que o Dó tinha umas galinhas que andavam de ré.

Eu nasci na Rua do Dó. Poucas vezes eu me referi àquela rua como Floriano Peixoto. E, no feriado de 2 de novembro, ganhei de presente de uma neta do Seu Lucidoro - dona Tarcilla, as fotos que publico agora, com muita alegria. Há muito tempo eu desejava conseguir fotos do homem que dá nome à rua onde nasci. Meu agradecimento ao Orenil e à Dona Tarcylla.

Se alguém tiver alguma informação sobre dona Nicota, sobre a Raimunda , sobre o Binuca ou sobre algum logradouro que eu tenha me esquecido de citar, por favor, repasse pra nós nos comentários deste blog. Acho que vai ser muito interessante.


LUCIDORO RODRIGUES PEREIRA,
ESPOSA, Dona Áurea,
E FILHAS, Maria das Dores
e Cora

DÓ COM A FAMÍLIA

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

UM TOSTÃO DE PROSA

Só um tostãozinho de prosa:
Contam que José Bernardino de Paula, o conhecido Juca Tostão, adestrou
um touro bravo...
Contam que Juca Tostão usava o touro como montaria...
Contam que Juca Tostão foi até o Rio de Janeiro montado no touro...
Contam que Juca Tostão chegou até o Palácio do Catete montado no touro.
Contam...
Aí, eu também conto.