terça-feira, 30 de novembro de 2010
ESTUDANTES DO CENTRO EDUCACIONAL SÃO FRANCISCO DÃO AULA DE HISTÓRIA PALMENSE
Palma e sua cultura.
Palma e seu patrimônio.
Sua história, sua formação, seu relevo, suas artes,
seu patrimõnio, sua arquitetura, seus personagens,
enfim,
A VIDA DE PALMA.
APAE EM PALMA
Após a abertura dos trabalhos , o Secretário de Saúde explicou a todos os presentes as finalidades e objetivos da APAE, fez a leitura do Estatuto da Associação e, em seguida, propôs que cada pessoa interessada em fazer parte da Diretoria Executiva e dos Conselhos Administrativo e Fiscal se manifestasse.
Felizmente a adesão foi mais do que satisfatória. E, para a felicidade e orgulho de todos ós, palmenses, nosso município passa, a partir de agora, a contar com esta excelente e indispensável insituição.
Nossos aplausos para nossa sociedade e a todos os participantes da Assembléia.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
NORMA CHICRE
Norma Chicre, uma das mais elegantes de Palma.
Juntamente com Aparecida de Oliveira, Geralcina, Jorgette,
Lauricy, Maria Garcia, Stella Alvim, lá estava Norma no
palco da Sociedade Musical Santa Cecília, recebendo o título de
uma das mais elegantes.
Norma da Dona Nair. Norminha do Pedro Chicre.
Norma do Doutor Dalmo.
Ou, simplesmente, Norminha.
Norma foi atriz do TAP.
Norma foi bailarina e se apresentou junto com o também
bailarino, Guinga.
No palco, com ela, Hélcio e Maria Lira.
Norminha era "muito" naquela Palma que não existe mais,
a não ser no pensamento, nas lembranças
e nas fotos.
Nesse caso, como se dizia naquele tempo, nos retratos.
Norminha, a rainha do Clube Atlético Palmense.
Norma foi Rainha das Rainhas.
Quer mais do que isso?
Norma foi Rainha do Algodão.
Norminha foi a Rainha que quis ser.
Norminha foi sempre a Rainha que mereceu ser.
Recebeu coroas e faixas.
(Eu lhe daria o título de Rainha da Alegria)
Norminha teve muitos súditos.
Norminha, a rainha de todas as rainhas.
Junto com Leda Brandão, Miss Distrito Federal 1958.
Norma era atriz do TAP.
Norminha era plural
porque Norminha era muitas.
E Norminha continua muitas.
A ela, minha homenagem e meu abraço.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
CAPIVARA. VIDA E ...
centro da cidade, construído sobre o Ribeirão Capivara,
onde antes havia uma ponte
Uma ajuda da Prefeitura para que o Capivara
seja um pouco mais poluído, no centro da cidade.
Poucos dias atrás, enquanto Zé Carlos cortava meu cabelo e aparava minha barba, entrou um cidadão na barbearia. Olhou pela janela que dá pro Ribeirão Capivara, pegou uma linha com anzol e atirou na água. Alguns minutos depois, comemorou um pequeno lambari que fisgou. Pouco tempo depois, outro. Mais outro. Um bagre. Um “maria-chiquinha”. Daquela água turva saiu até uma tilápia de um bom tamanho. Rapidamente, uma garrafa PET estava cheia de peixes. Mais lambaris e bagres. A tilápia foi devolvida ao ribeirão porque não cabia na garrafa.
Quando Zé Carlos terminou o trabalho, fui dar uma olhadinha pela janela. Parece mentira que daquelas águas e daquele mal-cuidado ribeirão possa sair alguma vida. Mas, há vida. Mesmo com o descaso da população. Na maioria das vezes, a sujeira do nosso Capivara é conseqüência da “maldade” dos moradores de nossa cidade que têm suas casas construídas ao longo das margens do curso de água.
Embora a Prefeitura faça a coleta de lixo regularmente poucos moradores das ruas João Pinheiro e Heitor Barbosa, do lado do Ribeirão, colocam lixeiras ou sacos de lixo nas calçadas nos dias de coleta.
Construções irregulares, com os famosos “puxadinhos” sobre o ribeirão impedem que uma máquina possa fazer a limpeza necessária.
Mas, a culpa maior recai sobre a população que , mesmo sabendo do mal que provoca, continua jogando lixo no Ribeirão Capivara, um Patrimônio do Município de Palma , pois deve-se a ele uma das primeiras denominações da nossa cidade: ARRAIAL DA CAPIVARA. Depois, SÃO FRANCISCO DE ASSIS DA CAPIVARA.
Quando crianças, os meninos da minha geração tomavam banho em suas águas. Não havia clube na cidade e ninguém tinha piscina em casa. O Capivara era nossa “praia”. Suas águas ainda eram limpas. Hoje...
Da Pedra Branca, da Água Limpa, do Bom Retiro e de outras nascentes vêm as águas que formam o Capivara. E essas nascentes não estão distantes da cidade. Isso mostra que num percurso muito pequeno o povo acaba com o ribeirão. A menos de um quilômetro do perímetro urbano é coletada a água para o abastecimento da cidade. Mas o esgoto jogado nas águas e o descaso da população maltratam as nossas vidas e os peixes.
O sucesso da pescaria pela janela da barbearia do Zé Carlos demonstra que há vida, ainda, no “nosso rio”. Portanto, há tempo para sua recuperação.
E, só pra lembrar a quem possa interessar e a quem deva saber, o verão se anuncia. E O PERÍODO DE CHUVAS, TAMBÉM. Nossas lembranças da enchente passada ainda estão, também, muito vivas.
Recebi, hoje, dia 02 de dezembro, por e-mail, a seguinte mensagem, que transcrevo abaixo.
Caro Beto,
eu quis comentar diretamente no seu blog,sempre muito bom, mas com meus modestos conhecimentos de internet não consegui. Aquelas fotos sobre o Ribeirão Capivara me tocaram profundamente. Eu nasci aí em 1928 ( tô velhinho né ?). A cidade tinha, praticamente duas ruas principais na minha infância: a rua de cima em frente a Matriz (onde minha família morava) e a de baixo, ligadas pelas duas ladeiras: a principal e a do Tiradentes. As ruas transversais quase nao existiam. Eram caminhos que levavam às fazendas; à zona rural. O nosso Capivara que deu o nome antigo ao lugar ( Vila do Capivara), atravessava, ainda bem limpo, a parte central da cidade. Na saída da Vila, na direção de Miracema, perto do Sítio do Totá, onde havia um moinho de fubá, tinha um poço ( largo , com o remanso do ribeirão) e naquela margem , periodicamente , acampavam os ciganos. Eram latoeiros,vendiam ouro, bugigangas, cavalos ( às vezes cegos). A gente os observava (crianças ainda) com um certo medo daquela gente estranha. Naquele poço a garotada se banhava, pulando de mergulho das margens, principalmente na época de verão. Ah!, companheiro, que saudades da Palma da minha infância.
Abraço grande de seu fã. VHC.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
MAIS UMA FOTO DO Alzira.
domingo, 7 de novembro de 2010
SANDERCLEY, O ESFORÇADO.
Tarde de setembro.
No calendário já e primavera. Mas em Palma já é verão.
Um mormaço, um bafo de ar em vez de brisa. Já não bate sol na calçada da minha casa. Mas o suor escorre pelo rosto. O ar fica parado. As folhas das árvores estáticas. Um cachorro espreguiça em frente à porta do açougue. Do lado dele, um osso. Mas parece que o calor lhe tirou o ânimo. E o osso lá! É um “isso”, um “mas” aquilo. E a tarde cai.
A solução é colocar uma cadeira na calçada e torcer pra que o vento faça a curva e chegue em Palma. Pego duas das cadeiras da varanda e as levo pra fora, na esperança de que venha alguém, se sente e me conte algum “causo” interessante.
Passa um.
- Boa tarde, Beto.
- Boa tarde! Vamos chegar?
- Deixa pra outra hora. Tenho que chegar na venda do Seu Antonio antes que feche.
Passa outro.
- Tarde!!!!!!
- Boa tarde, Geraldinho! Tudo bom?
- Bem, obrigado.
- Té!
- Té!
Um. Outro. Uma. Outro. Duas. Três. Uma. Outro. E assim o tempo passa.
- Tarde, Beto!.
- Boa tarde, Seu Chico!
- Posso sentá um pouquim?
(ufa! Até que enfim) Penso.
- Claro, Seu Chico. Senta aí.
Conversa vai, conversa vem, seu Chico vai se empolgando e as histórias vão rolando. ATÉ QUE ELE SURGE COM ESSA PÉROLA:
- Pois num é, Beto, que que fui dá um passeio em Sao Roque e vortei de lá mais feliz da vida do que fui. Tudo por causo do Sandercley. Ô minino bão! Ô alegria dum um pai! O prazer duma família! Esforçado, trabaiadô, home macho pra encardi. Tinha muito tempo que eu num via ele. Aí falei pra Dagmá que eu ia lá em São Roque pra ver o Sandercley. Tava cuma saudade me apertando os peito. Fui até no Muriaé de carona cum Dotô Luiz Carlos. Ele me dexô na estação rodoviária e de lá eu peguei um ônibus pra Sâo Paulo. Depois, de lá, parti num coletivo pra São Roque. Em lá chegando, fiquei meio atordoado cum movimento. E pensei. Minino danado, o Sandercley! Ele tá conseguindo se virá numa cidade grande. São Roque é muito maior do que Palma!!! Ihh!! Muito maior. Acho que é até maior que miracema! Num deve nem ter medo dos carro que passa zunindo nos ouvido da gente. E os ônibus. Beto?! Eles passava assim apinhado de gente. Aík eu peguei um papelzim que ele tinha mandado com o endereço e perguntei prum soldado na esquina ondé que era, e ele me explicou direitim. Deu até pra ir a pé. Mas quando eu cheguei, levei um baita susto. O Sandercley era dono dum salão de barbeiro. Mas quando eu entrei fiquei abismado. Num era barbeiro, nada. Era salão de moça. E eu olhei pro Sandercley, notei as diferença, matutei um poquinho e falei:
- Sandercley, meu filho. Que que é isso nas suas unha? É tintura vermelha? É daqueles esmarte que as minina lá de Palma usa? E esse cabelo,Sandercley? Que que é isso, minino? Loro????????????? Lá em casa ocê era moreno!!! Tinha os cabelo pretim, tão retinto que Dagmá chamava ocê de Tisiu!!! E essas rôpa, Sandercley?!?!?!?!?!? Essas calça justinha parecendo aquelas moça que dança no programa do Silvio Santos!!!! Essas pulsera!!!! Tudo colorida!!!! Isso é coisa de muiézinha!!! E ocê lá em Palma era tão macho!!!! Que que é isso meu filho. E esses amigo seu!!!!!!!! Tem alguns até vestido de muié!!!! QUE TURMA É ESSA, MEU FILHO?
- Não é nada disso que o senhor tá pensando, não, pai. É que a gente vai sair no carnaval, num bloco bem animado, e todo mundo vai vestido de mulher. A gente só tá ensaiando.
- Aí eu falei. Ah! Então tá bão!!
Ta vendo , beto. Que meninu esforçado. Ta vendo como ele gosta de tudo muito bem feito!?!? Qué tudo muito arrumadim!!O carnaval é só em fevereiro do ano que vem e o Sandercley já tÁ ensaiando!!
- Então, tá!
E, ponto final.
(Qualquer semelhança com fatos e nomes reais é mera coincidência)






